Acesso ao sistema: como organizar concessão, revisão e revogação

Uma pessoa recebe acesso para cobrir férias e mantém a permissão meses depois. Outra muda de função, mas continua autorizada a executar a rotina anterior. A concessão isolada não controla essas situações. O acesso precisa acompanhar entrada, mudança de responsabilidade, revisão e saída.
Conceda a partir de uma tarefa
Antes de liberar uma conta, registre quem solicita, quem aprova, qual atividade será executada e em qual unidade. Diferencie consultar, registrar, alterar e aprovar. A pessoa que precisa conferir um pedido não deve receber por conveniência toda a capacidade de modificar a operação.
Use contas individuais para permitir atribuir ações às pessoas. O CERT.br orienta a não compartilhar senhas e a reforçar a autenticação com uma segunda etapa quando disponível. Uma senha comum entre colegas prejudica tanto a proteção quanto a investigação de ocorrências.
Defina prazo para acessos temporários e indique quem revisará a necessidade. Uma autorização sem prazo pode ser apropriada para uma função permanente, mas ainda exige revisão quando a pessoa muda de equipe ou responsabilidade.
Revise o acesso que existe de fato
Em um exemplo fictício, uma unidade tem 24 contas: 18 de funcionários ativos, três de prestadores com trabalho em andamento e três de vínculos encerrados. A revisão identifica que duas das contas de prestadores deveriam expirar em dez dias. O inventário produz três revogações e duas datas de revisão, além de confirmar as 19 situações restantes.
A soma continua sendo 24 contas analisadas. Marcar somente as contas corrigidas pode dar a impressão de que toda a população foi revisada quando uma parte ficou de fora. Registre quantidade verificada, pendências e responsáveis por concluí-las.
Peça ao dono de cada rotina que confira as permissões da equipe. A área técnica conhece o mecanismo de configuração, mas pode não saber se determinada aprovação ainda faz parte do cargo. Revisão exige juntar conhecimento do trabalho e evidência do sistema.
Trate mudança e desligamento
Quando houver mudança de função, confronte o conjunto antigo com o novo. Retirar permissões que perderam justificativa é tão necessário quanto acrescentar as novas. Caso a transição exija sobreposição temporária, estabeleça prazo e responsável pelo encerramento.
Na saída, a confirmação não deve se limitar a desativar uma conta. Inventarie outros acessos concedidos para o trabalho, como pastas compartilhadas, relatórios externos e dispositivos. O responsável técnico deve verificar sessões e mecanismos de acesso aplicáveis ao ambiente.
Evite transferir a conta de quem saiu para a nova pessoa. Preserve a associação histórica das ações e crie uma identificação própria para o substituto. Isso permite consultar o passado sem confundir autoria com a responsabilidade atual.
Teste pelos limites da função
Com uma conta de teste autorizada, confira uma ação necessária e uma ação que deve permanecer indisponível. O teste precisa usar a experiência normal daquela função. Ver apenas uma lista de permissões não confirma como elas se comportam na rotina.
O resultado esperado é que cada acesso tenha uma justificativa vigente, um responsável e uma forma de encerramento. Para discutir sua distribuição no processo, agende uma demonstração levando o mapa de funções. Referência: fascículo Autenticação do CERT.br.
